Onda Roxa e Justiça: ‘jogando para perder’ ou ‘lavei as minhas mãos’

Os prefeitos que venceram as eleições de novembro entraram na disputa sabedores do mandato mais difícil da história, com medidas extremamente impopulares logo nos primeiros dias, a exemplo do fechamento do comércio sem um decreto que venha ‘de cima’. E raramente algum tem dito publicamente que a seriedade da situação exige medidas muito duras, como tem feito desde o início Alexandre Kalil, com sua Belo Horizonte sendo a capital com um dos melhores números da pandemia.

Uma maneira de minimizar as perdas em popularidade é o chamado ‘jogando para perder’: o prefeito diz que é a favor de abrir o comércio e entra na Justiça contra a Onda Roxa já sabendo que não vai ganhar.

É uma espécie de ‘lavei as minhas mãos’, perdendo de fato apenas o apreço do eleitor que teve a doença ou perdeu um familiar, sem ligação com o meio comercial.