‘E daí’: o danoso ‘jeito Bolsonaro’ de ser

‘E daí’: o danoso ‘jeito Bolsonaro’ de ser

Na edição desta semana – 3 a 10 de maio – do Jornal da Redação, a fala do presidente Jair Messias Bolsonaro sobre o número de mortos por Coronavírus no Brasil: ‘E daí? Lamente. O que quer que eu faça? Eu sou Messias, mas não faço milagre’.

Em editorial, o danoso ‘jeito Bolsonaro de ser’.

EDITORIAL | O danoso ‘jeito Bolsonaro’ de ser

Mesmo que a culpa fosse dos governadores pela disseminação da pandemia por Coronavírus, o presidente Jair Messias Bolsonaro mostra como não ser um presidente em um momento sem precedentes como o que estamos vivendo.

Deixa tanto seu descontentamente com a imprensa sobressair que esquece da maneira de se portar em um dia que o Brasil computava 5.000 mil mortes: ‘E daí? Lamento. Quer que eu faça o quê? Eu sou Messias, mas não faço milagre’.

Para parte da população que o contágio é algo ainda externo, sem vítimas no círculo de convivência, a frase pode ter passado como tantas outras – em vão e ao vento. 

Mas parte inestimável da população vive com o sofrimento direto não esquecerá. 

Seu isolamento aumenta na velocidade de suas palavras, que atendem uma fatia irrisória do seu eleitorado, a maioria formado por quem temia a continuidade da esquerda.

Um presidente não cai exatamente pelos crimes que cometeu, a história da política mundial já sinalizou isso diversas vezes. Sua governabilidade pode ruir simplesmente por não se portar da maneira que cargo exige – e no caso de Bolsonaro, com uma frase desse quilate, falta total de senso e humanidade com a realidade que não precisa se ler os jornais para saber.