Zema compara situação do Lago de Furnas a tragédias de Mariana e Brumadinho

Em inauguração de UTIs no Sul de Minas nesta quarta-feira, 2, o governador Romeu Zema (Novo) se manifestou com preocupação diante as decisões federais para superar a pior crise hídrica em 91 anos, o que deve fazer o Lago de Furnas ‘sangrar’ ainda mais, podendo baixar dos atuais 37% para 15% para atender déficit do sistema, deixando cada vez mais longe o cumprimento de cota mínima de 762 no reservatório — uma clara derrota política do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM), que mostrou seu descontentamento publicamente com o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, que esteve pessoalmente em dezembro na região e prometeu parecer em fevereiro.

‘Eu tenho dito que Minas Gerais tem três mares de lama. Tivemos a tragédia de Marina, a tragédia de Brumadinho e agora temos a tragédia de Furnas. Estive em uma pousada que no passado chegou a ter 76 funcionários e que hoje tem seis. Ontem a ANA, Agência Nacional de Águas, decretou a crise hídrica, Minas Gerais já contribuiu, está contribuindo, mas não pode contribuir sozinho. Nós precisamos ter o nível dos nossos reservatórios respeitados. Além da atividade turístico, muitos piscicultores, muitas outras atividades têm sido prejudicada na região. Estive em Brasília na semana passada, já oficializamos todos os órgãos, além da ANA, a ANEEL, o ONS, o Ministério das Minas e Energia e a própria empresa de Furnas, porque as 34 cidades que são banhadas pelas lago, não podem viver nesse sobe e desce’.

O Ministério de Minas e Energia não se manifesta sobre o assunto.