PCMG deflagra operação contra comércio ilegal de animais

PCMG deflagra operação contra comércio ilegal de animais

Nove cães foram visualizados sendo vendidos ilegalmente, nesse último domingo (1º), durante ação de fiscalização na Feira Hippie de Belo Horizonte, realizada pelo município em parceria com a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG). Seis pessoas foram conduzidas ao ponto de apoio da operação para serem autuadas e esclarecidas quanto os objetivos da Operação Pets. Os trabalhos foram realizados em conjunto com a Polícia Militar do Meio Ambiente, com a Guarda Municipal de BH, COP e fiscais municipais.

O objetivo da ação era, inicialmente, averiguar a comercialização irregular de animais em torno da Feira Hippie. Nos três domingos anteriores, houve ações educativas de panfletagem e conscientização para prevenção desta venda de animais em via pública, de forma ambulante.

A PCMG participou por meio da Delegacia Especializada em Investigação de Crime contra a Fauna e policiais civis estiveram presentes para verificar se, além de infrações administrativas, existiam evidências de prática de conduta criminal, tal como maus-tratos contra animais, previstos na Lei de Crimes Ambientais 9.605/89. Na ocasião, não foi identificada nenhuma prática de crime. Uma estação de trabalho foi montada para que médicos veterinários e estudantes de faculdades parceiras realizassem a identificação e exame clínico nos animais para dar o suporte técnico necessário.

A ação visava, também, identificar irregularidades administrativas, sendo aplicadas multas que totalizaram o valor de R$12 mil, para as seis pessoas conduzidas durante a operação.

Dentre os nove cães identificados, dois são da raça Shar-pei, um mestiço de Pitbull, três mestiços de Rottweiler com Labrador, um Poodle, além de dois Buldogues Franceses, todos filhotes. Logo após os atendimentos, os animais foram devolvidos aos seus proprietários, pois estavam aparentemente saudáveis. Novas diligências serão feitas no intuito de verificar as condições em que os animais estavam sendo criados nos domicílios.

A Delegada-Geral, Carolina Bechelany, Chefe da Divisão Operacional do Dema, destacou o trabalho em conjunto: “A integração entre diferentes órgãos permite uma abordagem estratégica e eficiente, pois em um só momento são averiguadas infrações administrativas e criminais. Durante a abordagem, recebemos várias manifestações de apoio de populares, demonstrando o reconhecimento da atuação frente a uma prática culturalmente arraigada” finalizou.