OPINIÃO: ‘Povo’, que povo, cara pálida?

A crença de líderes políticos em falar em nome do ‘povo’ não é assustadora quando já possuem uma certeza absolutista de agir em nome de Deus. Mas acreditam em seus pares e em multidões, que não são capazes de representar a totalidade – pode ser simplesmente alguém que tenha dinheiro para colocar gasolina e se deslocar até o protesto. Pode ser um tanto de coisa, mas não a voz da maioria.

Sem dúvida a demonstração de força de Bolsonaro no 7 de Setembro é relevante, resultado da sua liderança incontestável nas redes sociais.

Mas nada é capaz de mostrar a realidade heterogênea de um país, por mais evoluído e sem problemas ele seja e tenha. As eleições, com voto obrigatório, e quando não se levanta suspeita do processo de escolha, em uma dita democracia, se alcança algo parecido com o que a maioria acredita ser o melhor – embora nem sempre somos capazes de tomar as melhores decisões.