Caso Henry: ‘as coisinhas, a mochilinha dele, os desenhinhos’

‘Os crimes mais violentos são investigados pela Polícia Civil. Você se depara com o lado mais perverso do ser humano, então, dificilmente algo te tira da sua estabilidade. Mas quando envolve uma criança… Nós somos profissionais, mas somos seremos humanos. Isso traz um impacto. O que bastante me impressionou foi isso. O apartamento, as coisinhas da criança, a mochilinha dele. Os desenhinhos. Os vídeos dele. Você via que era uma criança muito encantadora. A maneira dele falar, cantando, dançando, alegre. Isso realmente deixou toda equipe policial com mais determinação de descobrir a verdade sobre o que aconteceu com aquele menino. Porque nós queríamos fazer justiça. Mas com todo cuidado, toda técnica’, conta o delegado Antenor Lopes Martins Junior, sobre os bastidores do caso Henry, de 4 anos, ao Papo Reto, do jornal Extra.

‘Você começa realmente a ficar impactado com aquilo. Eu tenho 20 anos como delegado de polícia, já fui titular de várias delegacias importantes. Ao longo da nossa carreira, a gente vai se habituando com crimes violentos, mas quando a gente se depara com a morte de uma criança, isso mexe com seu emocional, isso te choca’.

‘Ainda mais quando é um fato envolvendo uma mãe. E à medida que fomos aprofundando, fomos verificar como era o comportamento daquela mãe’.