Barroso sobre Bolsonaro: “conhecerás a mentira e a mentira te aprisionará’

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luis Roberto Barroso, rebateu ataques feitos por Jair Bolsonaro, citando de maneira contrária o versículo bíblico muito dito pelo presidente: ‘”conhecerás a mentira e a mentira te aprisionará’. ‘O presidente da República repetiu incessantemente que teria havido fraude na eleição na qual ele se elegeu. Disse eu então à época que ele tinha o dever moral de apresentar as provas. Não apresentou. Continuou a repetir a acusação falsa e prometeu apresentar as provas novamente. Após uma live que deverá figurar em qualquer futura antologia de eventos bizarros, foi intimado pelo TSE para cumprir o dever jurídico de apresentar as provas se as tivesse, e não apresentou. É tudo retórica vazia contra pessoas que trabalham sério e com amor ao Brasil, como somos todos nós aqui. Retórica vazia, política de palanque. Hoje em dia, salvo os fanáticos, que são cegos pelo radicalismo, e os mercenários, que são cegos pela monetização da mentira, todas as pessoas de bem sabem que não houve fraude e quem é o farsante nessa história’.

‘Insulto não é argumento. Ofensa não é coragem. A incivilidade é uma derrota do espírito. A falta de compostura nos envergonha perante o mundo. A marca Brasil sofre nesse momento, triste dizer isso, uma desvalorização global. Não é só o real que está desvalorizando. Somos vítimas de chacota e de desprezo mundial. Um desprestígio maior que a inflação, do que o desemprego, do que a queda de renda, do que a alta do dólar, do que a queda da bolsa, do que o desmatamento da Amazônia, do que o volume de mortes da pandemia, do que a fuga de cérebros e investimento. Mas pior que tudo: a falta de compostura nos diminui perante nós mesmos. Não podemos permitir a destruição moral das instituições para encobrir o fracasso econômico e social e moral que estamos vivendo”, afirmou.

O também ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) disse que Bolsonaro ataca instituições para esconder fracasso do Governo.