A primeira revelação comprometedora de Mandetta sobre Bolsonaro

O ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta declarou à CPI da Pandemia nesta terça-feira que Jair Bolsonaro possuía um ‘assessoramento paralelo’ e que queria a inclusão do tratamento da Covid-19 na bula da cloroquina, medicamento sem eficácia comprovada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e que é defendido pelo presidente desde o início da pandemia.

‘O ministro da Saúde é um ministro que é convocado pelo presidente para conversar, prestar suas explicações. Estive dentro do Palácio do Planalto quando fui informado que era para subir, porque tinha uma reunião de vários ministros e médicos que iam propor esse negócio cloroquina, que eu nunca havia conhecido. Ele [Bolsonaro] tinha uma assessoramento paralelo. Nesse dia, havia na mesa um papel não timbrado de um decreto presidencial para que fosse sugerido daquela reunião que se mudasse a bula da cloroquina na Anvisa, colocando na bula a indicação de cloroquina para Coronavírus’.

‘Foi inclusive o próprio presidente da Anvisa, Barras Torres, que estava lá, que disse não. O ministro Jorge Ramos disse: isso não é da lavra daqui. Mas é uma sugestão de alguém. Alguém pensou, se deu ao trabalho de colocar aquilo em formato de decreto.’